A notícia da Anfavea sobre o crescimento da produção de veículos no Brasil até 2026 é muito mais do que uma estatística econômica. Para nós, especialistas em mobilidade 100% elétrica e tecnologias futuristas, esse cenário representa um ponto de inflexão estratégico. Não estamos falando apenas de mais carros, mas sim da aceleração da infraestrutura necessária para a transição para veículos que são verdadeiros computadores sobre rodas, definidos por software e movidos a eletricidade.
O "aumento na produção de veículos" e a menção a "novas fábricas no País" indicam um investimento substancial que tem o potencial de ir muito além da montagem tradicional. Estamos observando a emergência de centros de excelência em manufatura avançada, com foco em componentes essenciais para a eletrificação: sistemas de gerenciamento de bateria (BMS) inteligentes, módulos de potência otimizados e, quem sabe, até as primeiras gigafábricas de baterias. A verdadeira inovação reside na capacidade de integrar plataformas de software complexas que permitem atualizações over-the-air (OTA), diagnósticos preditivos e personalização profunda da experiência do usuário, transformando cada veículo em um hub de conectividade.
A "agenda intensa de lançamentos" mencionada pela Anfavea sugere a chegada de uma nova geração de modelos. Estes não serão apenas veículos com um motor elétrico; serão plataformas prontas para a autonomia de nível superior, equipadas com sensores LiDAR, câmeras de alta resolução e radares que alimentam algoritmos de inteligência artificial sofisticados. O valor desses veículos reside menos em sua mecânica e mais em seu *cérebro* – o sistema operacional que orquestra a condução, a segurança e o entretenimento. A capacidade de processamento embarcada e a arquitetura de software modular serão os grandes diferenciais, permitindo que os veículos evoluam e aprendam ao longo do tempo.

